JOYN GROUP

Escrito por: Miguel Carrondo, Uniksystem

Vantagens do Trabalho Remoto

Como algumas pessoas já sabem, sou um acérrimo defensor do trabalho remoto. Não que seja uma desculpa para qualquer faceta obscura de anti-social, mas porque permite uma maior flexibilidade na gestão do nosso tempo.

Como em tudo na vida há coisas boas e coisas más ou menos boas (acho que este é o termo correto).

Coisas boas: além do já mencionado, a poupança de recursos, é incrível o dinheiro que se poupa só por não ter que ir para o escritório, incrível mesmo. Ora essa poupança deixa-nos mais felizes e por sequência mais motivados.

Eu sempre adotei o método de manter as rotinas mesmo quando estou em trabalho remoto, quer dizer, a rotina da hora de começar. Quanto à hora de almoço, tenho de ajustar com as atividades profissionais da minha mulher, o que por vezes faz com que não exista. O maior desafio para mim é a hora de terminar (é demasiado flexível em trabalho remoto 🙂 ), mas compreende-se. Não podem ser só vantagens.

Outra vantagem é a gestão do stress (chamo-lhe assim). É mais fácil de gerir estando remoto, pelo menos para mim. Há sempre a sobreposição de tasks as coisas que deviam ser só importantes mas que são sempre urgentes… mas enfim, mais uma vez, mesmo assim é mais fácil de gerir. Tenho um parque verde mesmo ao pé de casa. É só ir para lá carpir mágoas.

Quanto aos desafios prendem-se pelo facto de que apesar de sermos uma empresa tecnológica com capacidade técnica para trabalharmos onde quisermos, sem comprometer a qualidade do nosso trabalho e o nosso compromisso com os nossos clientes, somos humanos. E como humanos que somos, e latinos em particular, temos na nossa génese o fator RM (i.e. Resistência à Mudança). Gostamos de inventar desculpas para ter que ligar o Complicador (outra máquina que gostamos de carregar). Somos indisciplinados na maneira como lidamos com as ferramentas que temos á disposição, sabemos que há maneiras corretas e que permitem agilizar a colaboração, mas gostamos de guardar a aprendizagem para amanhã, ou para depois. Portanto, o COVID, o tão mal-fadado COVID veio “obrigar-nos" a trazer para hoje essa aprendizagem. É com isto que temos vindo a lidar. Agora, acho que estamos na fase do agora ou nunca. Ainda bem que houve um desígnio ‘vinculativo’ que obrigou a esta aprendizagem.

Posto isto, acho que as coisas só têm que mudar para melhor.

Quanto aos desejos para o futuro, desejo que a flexibilidade no trabalho remoto se mantenha, ou seja, deixe de fazer parte dum regime de exceção mas possa ser uma premissa ‘contratual’.

Desejo que consigamos mostrar a todos que juntos conseguimos estar bem equipados para apesar de longe, estarmos sempre perto.

Posto isto, acho que as coisas só têm que mudar para melhor.

Quanto aos desejos para o futuro, desejo que a flexibilidade no trabalho remoto se mantenha, ou seja, deixe de fazer parte dum regime de exceção mas possa ser uma premissa 'contratual'.

Desejo que consigamos mostrar a todos que juntos conseguimos estar bem equipados para apesar de longe, estarmos sempre perto.