JOYN GROUP

Escrito por: Pedro Sousa

Machine Learning para tótos

As máquinas são mesmo inteligentes?Recorrentemente deparamo-nos com novos casos de uso em que são usados AI e/ou Machine Learning:

– Bots que obliteram jogadores em MMO
– I&D para análise e desenvolvimento covid
– Pré-diagnósticos de diversas doenças em que normalmente é necessário várias equipas de especialistas com largos anos de experiência
– Identificação de documentos e extração de campos dos mesmos sem que tenhamos de definir regras ou templates de extracção
– Muitos outros que andam por aí
– E ainda uma fair-share que vamos experimentar com DDv2

Como é isto possível? As máquinas estão literalmente a aprender e a tornar-se entidades pensantes?

Mais ou menos, para quem esteja completamente de fora do “como", é normal que assim pareça. Na minha opinião, e não sendo necessariamente um expert na matéria. Já é uma running falacy em que a cada nova inovação, mudamos a nossa percepção de inteligência. Vemos um pouco disso na ciência, à séculos atrás seria apenas categorizado como “magia". Bem, recentemente, aparecem truques novos todos os dias, portanto, não estão bem a ficar inteligentes. Machine Learning ou AI e a criação de um modelo “inteligente" é no fundo um processo. Envolve na mesma engenharia, experimentação e um processo mais ou menos oleado de como tirar conclusões dos resultados observados e “re-do e re-take" de novo. Mas, se não estão a ficar mais inteligentes, é extremamente fácil achar que sim, pela mudança de alguns paradigmas um pouco por toda a indústria e entre a democratização de conhecimento e a competitividade de alguns fornecedores.

Existem avanços tecnológicos ano após ano, em que um pc “household" em 2020 tem capacidades astronómicas comparadas com as de um super computador de há 20 anos e a própria cloud está também cada vez mais acessível e optimizada. “niche a niche" para casos de uso muito especificos o que ajuda tanto à competitividade das empresas, mas também à abertura e facilidade de experimentação tanto de individuos como dessas mesmas empresas.

O paradigma de partilha tem mudado também em muitos aspectos, 3 das frameworks mais usadas para investigação e deploy de modelos ML são open source. que por sua vez também já não é tanto o significado de barato ou inacabado. São produtos disponíveis para qualquer pessoa usar, aprender e contribuir com os seus sistemas produtivos não só pelas organizações que os concebem como também por tantas outras que os adoptam e para os quais contribuem.

Uns quantos players têm vindo também a partilhar não só as suas soluções mas também os processos, adoptando muito mais o paradigma de discurso e conhecimento abertos em prol de partilha com a sociedade mas também como forma de garantir um feedback loop constante com o objectivo de Portanto, “As máquinas estão a ficar mais inteligentes?".
Eu voto no Y/N, não estão. Nós estamos. A partilhar, discutir, experimentar e evoluir diferente.

O que acham? Y/N?